Guerra Interna

Segunda-feira, 22 Setembro 2008.

Dizem que “as maiores coisas vêm de onde menos esperamos”.
Na realidade, hoje sei que é verdade.
Uma parte do meu ser está feliz
A outra está surpresa e com medo.

Estou muito feliz por muitas razões
Mas uma parte de mim está especificamente feliz
Por te conhecer
E saber que és uma pessoa muito especial.
Somente em pensar em você
Já me pego com o olhar fixo no nada,
E um sorriso grande no rosto.

A outra parte de mim tem medo.
Tem medo desse persistente frio na barriga
Que sinto desde que nos falamos ao telefone
E que ainda permanece em mim.
Tem medo das inúmeras vezes que
Li o seu email que falando dos seus sentimentos.
Tem medo de mais uma vez sofrer,
De mais uma vez chorar.

Parece que estou em guerra comigo mesmo:
Os dois lados opostos e conflitantes do meu ser,
De alguma forma, guerreiam para prevalecer.

(…)

Parece que o destino no pregou uma peça,
Unindo-nos absolutamente do nada.

Quando chego em casa,
Muito cansado fisica e mentalmente,
A única coisa que quero,
Antes de poder dormir,
É conversar com você.
Ouvir a sua voz,
Assim, e somente assim,
Durmo tranquilo.

(…)

Agora me sinto estranho…
E não sei o que fazer
Nem o que sinto.
Na verdade tenho medo de estar
Gostando de você.
Só me resta agora
Deixar o tempo mostrar,
E o que tiver de ser…
Será!

Ricardo M. Valença – 19/09/2008


Fantasma do Horizonte

Segunda-feira, 8 Setembro 2008.

Este poema retrata o diálogo do homem com um “fantasma”.

Homem:

—Fantasma do horizonte
Por que bailas por aqui?
Vieste de um mundo errante …
E não nos deixas divertir?

Fantasma:

—Ah! Errante julgo eu
Este povo com que tu convives:
Desrespeita quem morreu;
Desonra quem mal vive.

Homem:

—Fantasma do horizonte
Deves voltar pro inferno
Lá não és simples infante
Lá independes de inverno …

Fantasma:

—Voltaria se não houvessem
Tantos penados como há
Vocês nunca crescem
Só querem ferir, matar .
Lá embaixo todos reclamam
Tudo está piorando
Poucos ao céu alcançam
Mesmo aqui sendo pior
Achei uma compensação
Entre brutalidades que dão dó:
O fim da superlotação .

Homem:

—Seu fantasma miserável
Como ousas discutir?
És um ser abominável
Que daqui vais partir .

Fantasma:

—Vil é o teu pensamento
Inexistente a tua consciência
Nocivo o teu procedimento
Esgotada a minha paciência .
Eu sou a tua sombra …
A parte oculta de tua alma
O pesadelo que te assombra
Tua febre que nunca se acalma !!
Desta terra só hei de sair
Quando miséria e violência forem ausente
Preconceitos e diferenças não existir
E todos tenham educação decente.

Homem:

—É mesmo ?

Fantasma:

—É, mas não se alegre não meu amigo
Com todo esse meu querer …
É mais fácil tornar honestos os políticos
Do que isto vir a acontecer.  

(VALENÇA, Ricardo Maia. Fantasma do Horizonte. Outubro de 1999)


Existe Algo Superior a Todos Nós

Segunda-feira, 8 Setembro 2008.

E eis que os fatos da vida
Novamente impulsionam-me a escrever.
A realidade ao nosso redor é triste
Triste, feia, traiçoeira e cruel.
Nesses momentos de aflições terrenas
Percebo claramente o significado de
“O meu reino é o reino dos céus”.
Enojo-me com a prepotência e ignorância
Das pessoas e, assim, prefiro
Enganar-me ou tapar meus olhos
Para não ver as falhas dos que me ferem.
Alegro-me pensando que isso tudo passa
E que o amanhã será melhor.
Como é importante a fé!
Só através dela consigo atravessar
Todo esse turbilhão de negativismo
Sem me contagiar
Como se eu estivesse rodeado por uma
Luz que me guarnece e me torna
Impermeável ante às vibrações inferiores.
Obrigado Senhor, pelas dificuldades que enfrento
Obrigado pelas dores
E cicatrizes que marcaram e marcarão minha
Vitória em outro plano.
Que assim sempre seja!

Ricardo Valença – 01/01/2003.