Brincadeira do Destino II

Quarta-feira, 10 Outubro 2007.

É com o coração apertado
Reclamando da dor
Que torno a narrar
Essa história de amor

Já não aguento mais esconder
Esse sentimento que trago comigo
Te quero tanto bem
Que já não mais cabe no peito
E de te olhar fico sem jeito
O coração acelera como se fosse explodir
Já não mais dá pra fingir
Tudo que sinto por você
Faço um esforço hercúleo
Para me prender
Tá difícil de esquecer
Seu olhar, seu sorriso,
O seu jeito de ser
Cada vez que eu te vejo
Mais aumenta o meu querer
Quem me dera eu tenha a chance
De melhor te conhecer…
A sua luz me ilumina
Me engrandece e me acalma
Tua presença me fascina
E cura todo meu sofrer
E só você tem o poder
De me fazer feliz de novo
E só você faz sorrir a minha alma
E é só você quem eu quero
É só você quem eu venero
E é ao seu lado que quero estar.
Perdoe se pareço exagerado
Mas é que estou apaixonado
E te admiro tanto…
Sobre você não me canso de escrever
E por mais que eu tente te descrever
Nunca acho que fui preciso…

O destino nos pregou uma peça
Eu já não acreditava no acaso
E agora, depois dessa…
Não me restam dúvidas assim
Que Deus nos colocou no mesmo caminho
Mas de agora em diante
Só uma coisa importa:
Nossas escolhas.
Uma coisa eu quero fazer você saber
É que aconteça o que acontecer
Você poderá sempre comigo contar
E terei prazer em te ajudar
Independentemente do que o amanhã trará
Saiba que antes de tudo sou seu amigo
E ficarei feliz se contares comigo
Não importa o problema
Nem a distância entre nós
Pois a sua felicidade
Também é a minha felicidade
E a sua tristeza
Também será minha
Porque, de todo meu coração,
EU TE ADORO!

Ricardo M. Valença


Brincadeira do Destino

Quarta-feira, 10 Outubro 2007.

Como peças separadas
De um quebra-cabeça oculto
As peças se encaixam
E assustado fico mudo
Como pôde alguém
Prever tão detalhadamente
Algo que só habitava
Em um coração?
Um exemplo prático
Interpretado como interpretei
Mostrou o que era óbvio
Mas por medo da felicidade
Achamos que não era verdade.
Mas como pôde ele ter sido tão preciso
Tão incisivo e tão correto
E ainda assim evitamos acreditar?
O tempo… ah! o tempo
Como já dizia Einstein
“Tudo é relativo”
Tudo depende do ponto de vista
Se pra você não faz tanto tempo assim
Pra mim te conheço há séculos
E há séculos realmente te observava
Com os olhos e com o coração
Talvez fosse aquela canção
Que me fez desacreditar de tudo
Dizendo de forma triste
Que eu nunca estaria com você.
Ah! Se você soubesse
Se você imaginasse
O quanto te quero bem
E te admiro…
Talvez não duvidasse da profecia
E se eu soubesse o que sentes por mim
Aí sim, e só assim,
Teria certeza que ambas as profecias
Eram são e serão verdadeiras.
Talvez só assim eu acreditasse
Na voz que me falou naquele dia
Naquele primeiro dia que te vi
Enquanto eu te via jogar
A voz que assim insistia:
“Olhe bem pra ela!
Ela pode ser a mulher da sua vida!”.
É lógico que não acreditei
Embora, confesso,
Que usando da minha sensibilidade
Percebi uma grande afinidade
“Apenas uma amizade” pensei
Bastou eu te encontrar naquela viagem
Antes mesmo de conversamos pela primeira vez
Senti o coração disparar de tal forma
Que engasguei quando contigo troquei
As primeiras palavras…
Tudo tão intenso, lindo e perfeito…

Depois de não notar de sua parte
Algo me algo me fizesse ao menos desconfiar
Que você sentia por mim algo mais que amizade
Temendo perder sua amizade
A qual sempre foi tão especial
Decidi ocultar para sempre
Da forma que possível fosse
Esse sentimento tão doce
Tão profundo
E tão inexplicável
Mas tudo à toa.
Perdi a conta de quantas vezes
Jurei a mim mesmo que iria te esquecer
Tolice…
Cada vez que eu escondia
Mais forte ainda tudo ressurgia
E mais forte era a dor que eu sentia (e sinto!).
Para cada lágrima uma poesia eu escrevia
Depois me obriguei a parar de escrever sobre você
Foi inútil tentar…
Não consegui aguentar.
E assim tudo seguia
Até que um belo dia (ontem)
Você me falou do Psicoastrólogo
E me contou um história que
Embora à título de exemplo
Não tive dúvidas que na verdade era
A história do nosso encontro
E como peças de um quebra cabeça
As informações que eu tinha sobre você
Batiam com as que você tinha de mim.
EUREKA! Uma luz se acendeu na minha cabeça!
Em seguida me recordei do que
Uma senhora chamada Alzira havia me falado
Em Dezembro do ano passado
E mais ou menos assim ela dizia:
“Ricardo, você vai conhecer uma pessoa
diferente de todas que você já conheceu
uma pessoa que vai lhe fazer muito feliz
Uma pessoa por quem você tem esperado muito
Vocês vão se ajudar muito
E ela vai curar em você essa dor
Chamada solidão!”
Tudo isso passou em minha mente
Como um filme de milésimos de segundos.
Agora tudo me parece ser
Como um quebra-cabeça com as cartas encaixadas.
Só não sei como será o amanhã
Mas de uma coisa hoje tenho certeza
Destino realmente existe
Tudo parece ser como…
Uma brincadeira do destino.

Ricardo M. Valença – 06/12/2006


General Degenerado

Quarta-feira, 10 Outubro 2007.

Esse dia era inevitável
Eu tinha que voltar a escrever
Pois só dessa forma consigo
Esquecer de tudo que passou

Ah! Que raiva senti
Que vontade de sumir
Mesmo já estando eu
Muito prestes a partir

Quem pensas que és?
Um Ser Superior??
Oh, pobre humano mortal…
Não conhece nem ao teu mal.

Ao mesmo tempo que me desprezas
Enxergas nos meus olhos
Um brilho que afirma:
Não me importo com isso!

Não sou soldado de general nenhum
E ái daquele que tentar o contrário
Reside em mim uma força inigualável
E ela não me deixa passar por otário

“Não sou escravo de ninguém
Ninguém é senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
(…)
Não me entrego sem lutar
Tenho ainda coração
Não aprendi a me render:
Que caia o inimigo então”

E lembre-se disso da próxima vez
Que tentares me subestimar
Ou me submeter aos teus caprichos
Eivados puramente de imbecilidade.

Não temo a nada nem a ninguém
E não meço palavras nem atitudes
Quando alguém como tu tenta me esmagar
Ao contrário, ainda mais forte irei estar.

Ricardo M. Valença – 18/04/2007


Desencanto

Quarta-feira, 10 Outubro 2007.

Algo mudou
Algo acabou
Foi o fascínio,
Ou foi o amor?

Toda aquela química
Toda aquela mágica
É, agora, finita
É, agora, trágica.

Já não mais anseio em ver-te
Já não mais acelera meu coração
Já não mais existe flerte
Já não mais choro em vão

Algo mudou
Algo acabou
Foi o fascínio,
Ou foi o amor?

De você só quero a amizade
E não levo mágoa não
Estou mudando de cidade
Não o meu coração.

Ricardo M. Valença – 19/09/2006


Guerreiro da Paz

Quarta-feira, 10 Outubro 2007.
Renasce o ódio
Renasce a raiva
Renasce o guerreiro.
 
Outrora um anjo a sorrir
Agora dragão a fogo cuspir
 
Tava tudo muito bom
Tava tudo muito calmo
O mundo dá muitas voltas
É só questão de tempo
 
Pra quê despertar o guerreiro
Que adormecido permanecia?
Acaso agora cansaram
Do amor que ele oferecia?
Pois agora sim terão de volta
Tudo aquilo que menos queriam
Insubordinação e ódio
Raiva e vingança
E o guerreiro não cansa
Até chegar ao pódio.
 
As bocas se calarão
Só não se curvará
A justa espada do guerreiro
E enquanto vida em seu corpo permanecer
Seus objetivos não deixará de enaltecer.
 
Que venha a luta
E o que mais tiver que vir
Sua honra não é puta
Que com dinheiro se faz despir
 
Não sei dessa história o fim
Mas sei que esse é o começo
E não existe estopim
Cuja luta não mereço
 
Será que sempre faz-se necessário
Ódio para sentirem saudades do amor?
Necessitam eles sempre
De quem os combata com ardor?
 
Eis que surge
"O sonho da tua esperança,
Tua febre que nunca se cansa
O delírio que te há de matar".
 
Ricardo M. Valença - 27/09/2006

Imitando a Fenix

Quarta-feira, 10 Outubro 2007.

Já dizia a sabedoria oriental:
“Não crie expectativas pois elas
Quase sempre, levam à decepção”
Pena que ainda não aprendi a lição.

Pelo menos da próxima vez estarei esperto
Não quero novamente tanto sofrer
Mesmo sendo o futuro incerto
Tolo como fui não tornarei a ser.

Trago a alma calejada
Nessa vida muito já chorei
Quantas lágrimas no meu rosto já secaram?
Quantas vezes calado solucei?

Mas nem por isso desisto da vida
Ao contrário, ponho o dedo na ferida
E tal qual fenix que das cinzas renasce
Volto ainda mais forte pro novo impasse.

Ricardo M. Valença – 03/10/2006